Colaboração

Colaboração como estratégia para a sustentabilidade

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O trabalho conjunto da indústria representa grandes conquistas para toda a rede de valor. A sustentabilidade tornou-se um aspecto central da conversa em empresas de todos os setores, enquanto os desafios atuais gerados pelas diferentes crises econômicas no mundo nos levaram a questionar o caminho e as abordagens das empresas para alcançar nossos objetivos. Por isso, é essencial responder à seguinte pergunta: Como as estratégias respondem aos desafios e objetivos globais das empresas por meio de uma visão colaborativa abrangente de sua rede de valor ?

É importante partir da premissa de que uma rede de valor inclui todas as organizações envolvidas na geração de valor de produtos ou serviços direcionados ao consumidor final. Da mesma forma, o planejamento estratégico da rede de valor é um processo que permite às organizações moldar o futuro que desejam alcançar juntamente com as diretrizes e os passos a seguir para atingir os objetivos estabelecidos. Pelo exposto, é importante destacar que “a exigência de integração das redes de valor é inerentemente estratégica e uma possível fonte de vantagem competitiva para múltiplos parceiros de negócios”. (Power, 2005).

Cultura

Para integrar a colaboração à estratégia da empresa, é fundamental partir do fortalecimento da cultura colaborativa. Por isso, devemos responder por que e para que colaborar. É aqui que a sustentabilidade focada na circularidade dos processos passa a ter um papel importante, pois os mecanismos de gestão que facilitam essa transformação sugerem que um dos caminhos é a construção e desenvolvimento de redes colaborativas de valor (Estratégia Nacional de Economia Circular – ENEC). No entanto, diferentes estudos mostram que as empresas com competências maduras na gestão da rede de valor são mais resilientes em tempos de crise. Essa compreensão geral do objetivo torna-se o motor da mobilização de equipes e grupos de interesse para a colaboração, pois se torna o eixo transversal que facilita a geração de confiança, integração e cooperação entre os atores.

Processos

Uma vez que os atores tenham uma visão abrangente da rede, o próximo passo é construir modelos de negócios e estratégias que reorganizem e tornem a rede mais flexível, pois é fundamental criar inovações e novas oportunidades nos processos atuais. Para isso, é fundamental estabelecer compromissos e acordos entre os parceiros com uma abordagem colaborativa. O exposto permitirá o compartilhamento de boas práticas, aumento da comunicação, proximidade entre os atores, Co criação de soluções e outros benefícios em torno do desenho integral das soluções presentes nos processos. Essa soma de papéis de experiências, capacidades e habilidades, priorizaria um conjunto de soluções e eficiências nos processos atuais para alcançar objetivos conjuntos.

Medição

Por fim, para construir redes de valor rentáveis, é necessário quantificar os indicadores de linha de base e os custos a ela associados, para depois definir metas e monitorá-las. Isso permitiria identificar focos críticos de atenção para investir em tecnologia, infraestrutura e inovação na cadeia produtiva e, por sua vez, o trabalho conjunto pode ser coordenado para oferecer abordagens cada vez mais eficientes, a partir de uma premissa ganha-ganha para os atores.

Em conclusão, a colaboração entre empresas é um processo organizacional estruturado que parte do entendimento e alinhamento da estratégia. Consequentemente, devemos partir de pensar como atores individuais para criar estratégias conjuntas, onde as boas práticas são compartilhadas, a Co criação é incentivada e são identificadas oportunidades que levam à construção de objetivos e planos de longo prazo, alcançando melhorias. seu impacto na sociedade.

Na LOGYCA continuaremos a construir ferramentas e plataformas colaborativas que nos apoiem em nosso objetivo de desenvolver capacidades organizacionais na América Latina para fortalecer o relacionamento entre as redes de valor para alcançar maior eficiência e responder ao mercado com a colaboração como pilar.

Referências

Poder, D. (2005). Integração e implementação da gestão da cadeia de suprimentos: uma revisão de literatura. Fornecer Gestão da Cadeia : Um Jornal Internacional , 252-263.

Estratégia nacional de economia circular: Fechamento de ciclos de materiais, inovação tecnológica, colaboração e novos modelos de negócios / Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Ministério do Comércio, Indústria e Turismo Coordenação: Saer, Alex José; Gonzalez, Lucy Esperança. Bogotá DC, Colômbia. Presidência da República; 2019.

Fórum PwC/MIT for Supply Chain Innovation – Supply chain and risk management. Página 10; 2013

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